Uma verdadeira limpeza administrativa terá sido ordenada pelo Presidente da Assembleia Nacional, Adão Francisco de Almeida, que, na semana passada, mandou exonerar todo o pessoal da Secção de Pessoal e Quadro da Unidade de Protecção Parlamentar (UPP).
A decisão surge após informações chegadas à liderança do Parlamento indicando a existência de um alegado esquema de cobrança ilícita envolvendo a Intendente Elsa, então chefe da referida secção, relacionada com a selecção de efectivos para o Curso de Oficiais no Instituto de Ciências Policiais e Criminais “Osvaldo Serra Van-Dúnem”.
ESQUEMA TERÁ ENVOLVIDO MAIS ESTRUTURAS
Fontes ouvidas pelo Agita News indicam que o esquema não se limitava à UPP, partindo também do Departamento de Pessoal e Quadro da Polícia de Segurança Pessoal e Entidades Protocoladas, alegadamente sob responsabilidade da Superintendente-Chefe Mídia Fernandes, com envolvimento de outros colaboradores.
Segundo os relatos, vários efectivos que não reuniam os requisitos legais para frequentar o curso acabaram inseridos nas listas após pagamento de valores avultados.
PROMOÇÕES ANULADAS E INVESTIGAÇÕES EM CURSO
Perante a gravidade das denúncias, o Comandante-Geral da Polícia Nacional, Francisco Monteiro Ribas da Silva, terá ordenado a anulação das promoções, devido às inúmeras irregularidades detectadas no processo de selecção.
As mesmas fontes apontam que os valores cobrados variavam entre 500 mil e 1 milhão de kwanzas por candidato.
NOMES SOB SUSPEITA
Nos bastidores, também se comenta a eventual implicação do Comandante da Unidade de Protecção Parlamentar, conhecido por “Kinguri”, embora, até ao momento, não exista confirmação oficial sobre o desfecho das investigações.
O caso continua a gerar forte desconforto interno e promete novos desenvolvimentos nos próximos dias.
