Os trabalhadores do Grupo Boa Vida realizaram uma manifestação em frente à sede da empresa, exigindo o pagamento de salários atrasados há seis meses. Com faixas e gritos de ordem, os funcionários protestaram pela situação insustentável que enfrentam, disse uma fonte do Agita News.
O grupo, que promete paralisar suas atividades caso a situação não seja resolvida imediatamente, alega que o sofrimento já chegou a níveis insuportáveis. “Estamos cansados de esperar. É hora de reivindicarmos o que é nosso por direito”, afirmou um dos representantes durante o ato.
Os manifestantes pedem um reajuste salarial, afirmando que, segundo a legislação do país, um salário justo deveria ser de 100 mil kwanzas. Atualmente, eles recebem apenas 66 mil kwanzas a 78 mil Kwanzas, um valor que consideram insuficiente para garantir condições mínimas de vida. Críticas também foram direcionadas ao proprietário da empresa, o estrangeiro Tomasz Dowbor, cuja gestão é vista como indiferente à realidade dos trabalhadores.
O clima de tensão aumenta à medida que os funcionários se organizam para intensificar as mobilizações, caso suas demandas não sejam atendidas. A expectativa é que, nas próximas horas, haja uma resposta da administração do Grupo Boa Vida, a fim de evitar um início de greve que poderia paralisar a empresa.
