O Passado Sombrio de Paulo Pombolo no Uíge e o Impacto na Credibilidade do MPLA
LUANDA – Novas revelações obtidas pelo Agita News lançam uma sombra sobre a figura de Paulo Pombolo, atual Secretário-Geral do MPLA. As denúncias remontam ao seu período como Governador da província do Uíge, onde é acusado de ter orquestrado um esquema de desvio de património público que hoje ressurge como um entrave à sua permanência em cargos de alta relevância.
Património Público Escondido em “Lavras” e Fazendas
Segundo fontes locais e investigações conduzidas pelo Agita News, o mandato de Pombolo no Uíge terá sido marcado por uma gestão pouco transparente de recursos do Estado. Entre as acusações mais graves, destacam-se:
- Frota de Luxo e Autocarros: Pombolo é acusado de desviar várias viaturas de luxo e autocarros destinados ao transporte público, mantendo-os escondidos em lavras e propriedades privadas para evitar a fiscalização.
- Ambulâncias na Fazenda: O caso mais chocante refere-se à descoberta de várias ambulâncias, que deveriam servir o sistema de saúde precário da província, estacionadas na sua fazenda pessoal no Uíge. Este facto é apontado por críticos como uma prova da falta de sensibilidade social do dirigente.
“O Secretário-Geral Indigno” e o Fracasso Político
Dentro e for a do partido, cresce a voz daqueles que consideram Paulo Pombolo “indigno” do cargo de Secretário-Geral. O seu nome tem sido associado a uma postura de interferência direta na gestão de quadros, bloqueando a ascensão de jovens talentos e priorizando nomeações baseadas na lealdade pessoal em vez da competência.
Aliado a isto, a governação de João Lourenço é descrita por analistas próximos do Agita News como um “fracasso político”, incapaz de regenerar as fileiras do partido devido à manutenção de figuras com históricos de corrupção, como é o caso de Pombolo.
Litígios de Terras em Luanda
A atuação de Paulo Pombolo não se limita ao Uíge. Em Luanda, o dirigente tem sido citado em diversos litígios de terras, onde é acusado de utilizar a sua influência política para se apropriar de terrenos em zonas estratégicas, atropelando os direitos de cidadãos e comunidades locais.
Estas ações, segundo fontes do SINSE, têm gerado um descontentamento silencioso mas profundo nas bases do MPLA, que veem na manutenção destes privilégios uma traição às promessas de “corrigir o que está mal”.
Análise: O Futuro do MPLA em Risco?
A permanência de figuras como Paulo Pombolo na cúpula do partido no poder fragiliza a imagem de Angola perante a comunidade internacional e alimenta a retórica de críticos externos, incluindo o crescimento de figuras como André Ventura em Portugal, que utilizam estes casos de corrupção como bandeira política.
