Fonte: Agita News
Benguela – O governador provincial de Benguela e primeiro-secretário provincial do MPLA, Manuel Nunes Júnior, tem sido alvo de críticas internas e externas, acusado de permitir situações que estariam a fragilizar a imagem do partido na província, sobretudo ao nível da governação municipal.
Segundo informações recolhidas pelo nosso portal Agita News, vários primeiros-secretários municipais do MPLA, que acumulam funções como administradores municipais, têm falhado na resolução de problemas básicos das populações, gerando crescente insatisfação popular.
CASO DO MUNICÍPIO DO BOCOIO
No município do Bocoio, por exemplo, existem habitações já concluídas que aguardam entrega há vários meses, sem explicações públicas convincentes. A situação contrasta com as dificuldades habitacionais enfrentadas por muitas famílias locais.
Entretanto, no Comité Municipal do MPLA no Bocoio, as condições sanitárias são descritas como degradantes, com casas de banho em estado avançado de degradação, sem condições mínimas de higiene para funcionários e militantes.
Outro foco de descontentamento está ligado ao jardim municipal do Bocoio, que já foi alvo de duas intervenções consecutivas, sem resultados visíveis e duradouros. A repetição de obras no mesmo espaço, sem impacto positivo perceptível, tem aumentado a frustração da população, que, segundo fontes locais, já manifesta rejeição aberta à continuidade do actual administrador municipal à frente dos destinos do município.
APELOS À INTERVENÇÃO PRESIDENCIAL
O portal Agita News ouviu várias figuras políticas e sociais da província de Benguela que defendem uma intervenção directa do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, com vista à correcção dos problemas administrativos e políticos que afectam a governação local.
Segundo essas fontes, caso a situação se mantenha, o MPLA corre o risco de sofrer uma derrota eleitoral expressiva em Benguela, num cenário que poderá favorecer a UNITA nas próximas eleições gerais.
SILÊNCIO DAS AUTORIDADES
Até ao momento, o Governo Provincial de Benguela e a direcção provincial do MPLA não se pronunciaram publicamente sobre as críticas levantadas. O espaço permanece aberto para o exercício do direito de resposta, nos termos da lei.
