Oficial General na reforma, recusa notificação da PGR e intensifica polémica nas redes sociais
Fonte: Agita News
O nome do General reformado Manuel Paulo Mendes de Carvalho “Paca”voltou a incendiar o debate público. Informações que circulam nos meios jurídicos e políticos indicam que o veterano militar poderá enfrentar medidas coercivas, após recusar comparecer à DNIAP, na sequência de uma notificação da Procuradoria-Geral da República.
Em declarações públicas recentes, o General Paca afirmou que não reconhece a notificação, alegando ter sido contactado “por via telefónica” e por pessoas que classificou de forma depreciativa. Foi mais longe ao sustentar que, por ser general, qualquer notificação deveria seguir trâmites específicos, começando pelo Ministério da Defesa e pelo Estado-Maior.
REDES SOCIAIS, ATAQUES E INDIGNAÇÃO
O que mais pesa neste dossiê é a postura adoptada pelo general nos últimos meses. Segundo vários observadores, Paca tem usado as redes sociais para dirigir ataques considerados ofensivos e humilhantes ao Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, João Manuel Gonçalves Lourenço.
Essas publicações geraram forte indignação, inclusive entre antigos camaradas de armas, que consideram a atitude uma quebra grave de disciplina e respeito institucional.
SOBRENOME HISTÓRICO, COMPORTAMENTO CONTROVERSO
Nos bastidores, comenta-se que o General Paca se apoia no seu peso histórico e familiar, filho do nacionalista Agostinho André Mendes de Carvalho e familiar de figuras centrais da história angolana, como António Agostinho Neto e Roberto Francisco Victor de Almeida, para sustentar uma postura de confronto aberto com o poder instituído.
Mas juristas ouvidos pelo Agita News lembram que nenhuma herança histórica coloca alguém acima da lei.
O QUE PODE ACONTECER A SEGUIR?
A recusa pública em acatar uma notificação da PGR e a escalada verbal contra o Chefe de Estado colocam o general num terreno jurídico delicado.
A grande questão agora é:
o Estado vai agir ou tolerar mais este desafio aberto à autoridade institucional?
