Escândalos e Acusações Recentes
Embora seja uma peça-chave na luta contra a corrupção declarada pelo Presidente João Lourenço, Miala é frequentemente alvo de denúncias por parte de opositores e figuras sob investigação:
- Caso Pedro Lussati: O major Pedro Lussati (condenado no caso “Operação Caranguejo”) acusou publicamente Garcia Miala de cárcere privado, roubo e tráfico de influência. Lussati alega que Miala utiliza o poder judicial para fins políticos e para submeter adversários.
- Tráfico de Influência: Relatos de diversos portais (como o Isto É Notícia e Maka Angola) mencionam que o general é visto como o “rosto do poder real”, exercendo influência sobre magistrados e processos judiciais sensíveis.
- Acusações de “Agenda Própria”: Críticos e alguns analistas sugerem que Miala estaria a usar a máquina do SINSE para uma agenda pessoal de sucessão presidencial ou para neutralizar rivais internos dentro do MPLA, criando um clima de vigilância e tensão.
A Relação com João Lourenço
A relação entre Miala e o Presidente é estratégica, mas descrita por muitos como complexa:
- O “Braço Direito”: Lourenço reabilitou Miala em 2018 (após anos de ostracismo e prisão no governo de Dos Santos) para liderar o desmantelamento das redes de corrupção do antigo regime.
- Sinais de Desconfiança: Apesar da proximidade, circulam rumores e opiniões de jornalistas angolanos (como Carlos Alberto) sobre possíveis tensões e o risco de novos “golpes de palácio”, com o Presidente a manter Miala sob vigilância próxima.
- Coordenação de Missões Sensíveis: Recentemente, em 2024, Miala foi encarregue de coordenar a segurança e interação para visitas de alto nível, como a do presidente dos EUA, Joe Biden, reforçando a sua importância na soberania nacional.
Histórico de Controvérsias (Passado e Presente)
- O Caso de 2006: Miala foi condenado a prisão por insubordinação durante o mandato de José Eduardo dos Santos, após ser acusado de tentativa de golpe. Ele sempre negou, afirmando que foi alvo de uma cabala por ter descoberto desvios de fundos chineses por outros generais (como Kopelipa e Zé Maria).
- Mortes e Repressão: Grupos de oposição e ativistas levantam suspeitas sobre o papel dos serviços de inteligência em operações que resultam na repressão de vozes críticas, embora provas diretas que liguem ordens de morte específicas ao General Miala sejam escassas em processos judiciais formais.
Resumo de Situação (2025)
| Área de Impacto | Natureza da Acusação | Status Atual |
| Justiça | Manipulação de tribunais | Denúncias públicas de réus como Lussati. |
| Política | Ambição presidencial | Rumores persistentes no seio do MPLA. |
| Segurança | Vigilância de opositores | Atuação direta via SINSE. |
| Corrupção | Enriquecimento ilícito | Alvo de críticas por falta de transparência em ativos pessoais. |
