O antigo comandante municipal de Belas, Pedro Miranda, conhecido por “Bazuca”, continua afastado das funções de comando e, segundo fontes próximas, sente-se vítima de uma alegada perseguição interna no seio da corporação policial. Desde a sua exoneração, o oficial nunca mais voltou a ocupar cargos de destaque, apesar do seu percurso considerado promissor.
Pedro Bazuca integrou a lista de jovens quadros promissores da Polícia Nacional. A sua projecção na carreira contou com o apoio do então comandante provincial, Joaquim Vieira Ribeiro, conhecido por “Quim Ribeiro”, que o nomeou comandante de esquadra numa altura em que poucos jovens oficiais formados no ano 2000 alcançavam tal posição.
Segundo relatos, o afastamento definitivo de Pedro Bazuca da ribalta estaria ligado a acusações feitas pelo empresário Mauro Durão, que o apontou como alegado mandante de um assalto ocorrido na zona da Vila Alice. De acordo com a versão do empresário, após ter mostrado o seu relógio e mencionado o seu valor durante um encontro, minutos depois de se separar do comandante, dois indivíduos numa motorizada teriam abordado e exigido o relógio.
Fontes indicam que, devido à sua influência, Mauro Durão terá contactado várias figuras da corporação para relatar o sucedido, sustentando a convicção de que o assalto teria sido encomendado pelo então comandante, embora tal suspeita nunca tenha sido oficialmente provada.
Ainda segundo a mesma fonte, o empresário terá levado o caso ao conhecimento do então ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, que terá orientado a suspensão de Pedro Bazuca do cargo de comandante municipal de Belas, decisão que marcou o ponto de viragem na carreira do oficial.
Até ao momento, não são conhecidas posições oficiais da Polícia Nacional sobre uma eventual reavaliação do caso, mantendo-se o assunto envolto em controvérsia e versões contraditórias.
