Informações obtidas pelo Agita News, junto de fontes próximas da família do falecido ex-Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, revelam alegados bastidores de uma guerra silenciosa que terá culminado na queda política, judicial e pessoal do General Leopoldino
Fragoso do Nascimento, conhecido por “Dino”, antigo braço-direito do ex-Chefe de Estado.
De acordo com as fontes, Ana Paula dos Santos, ex-Primeira-Dama da República, terá solicitado um encontro reservado com o General Dino logo após o falecimento de José Eduardo dos Santos, com o objetivo de exigir a entrega de bens, valores e documentos pertencentes ao ex-Presidente. A ex-Primeira-Dama terá justificado o pedido alegando ser a esposa legal e mãe dos filhos mais novos, defendendo ser a legítima herdeira e depositária do património.
No entanto, o General Dino terá recusado categoricamente o pedido, afirmando que recebeu ordens expressas de José Eduardo dos Santos em vida para não entregar qualquer bem à ex-Primeira-Dama. Esta recusa terá marcado o início de um conflito profundo e irreversível.
RUPTURA, ACUSAÇÕES E VINGANÇA
As mesmas fontes revelam que o General Dino acusava Ana Paula dos Santos de o ter abandonado nos últimos momentos de vida do ex-Presidente, existindo ainda relatos de alegadas infidelidades, circunstâncias que terão agravado a ruptura entre ambos.
Após a recusa, Ana Paula dos Santos terá, segundo informações recolhidas pelo Agita News, mudado de posição política, passando a colaborar com estruturas do atual poder, fornecendo dados que apontavam o General Dino como suposto testa-de-ferro de José Eduardo dos Santos.
ESPANHA, DISPUTA FAMILIAR E CONTROLO DA NARRATIVA
No mesmo processo, Ana Paula dos Santos terá sido orientada a deslocar-se para Espanha, apresentando-se como viúva oficial do ex-Presidente, num contexto de forte disputa com os filhos mais velhos de José Eduardo dos Santos, que defendiam posições diferentes quanto ao destino do corpo do pai e à gestão do seu legado político e patrimonial.
Este movimento terá permitido à ex-Primeira-Dama assumir protagonismo internacional, enquanto internamente se consolidava a narrativa que isolava o General Dino.
PERSEGUIÇÃO, PERDAS E CONDENAÇÃO
Desde então, segundo fontes militares e familiares, o General Dino passou a ser alvo de perseguições sucessivas, que culminaram na perda da sua esposa e, mais recentemente, numa condenação a quatro anos de prisão com pena suspensa, após tentativa sem sucesso de recurso por parte da sua defesa.
CASO CONTINUA ENVOLTO EM SILÊNCIO OFICIAL
Apesar da gravidade das revelações, nenhuma entidade oficial se pronunciou até ao momento sobre estas alegações. O caso continua a dividir opiniões nos meios políticos, militares e jurídicos, levantando questões sérias sobre vinganças políticas, disputas patrimoniais e ajustes de contas no pós-José Eduardo dos Santos.
