Uma alta patente do Comando Geral da Polícia Nacional, ligada à Direcção de Planeamento e Finanças, é apontada por fontes como estando envolvida em alegadas irregularidades num processo de aquisição de viaturas para a corporação.
Segundo informações recolhidas pelo Club K e conformada por fontes próximas ao Agita News, as suspeitas recaem sobre o comissário Gomes Baptista Bonda, director nacional de Finanças do Comando Geral da Polícia Nacional, e sobre a empresa AZINOR, gerida por cidadãos de origem indiana.
De acordo com as mesmas fontes, numa primeira fase o negócio envolve cerca de 30 milhões de euros, integrados num montante global de 150 milhões de euros obtidos por Angola, em 2023, através de um crédito bancário externo destinado à aquisição de viaturas, fardamento e equipamentos para a Polícia Nacional.
As fontes ouvidas apontam para alegada falta de transparência no processo, referindo que não terá sido realizado concurso público para a aquisição das viaturas, tendo o fornecimento sido efectuado por via de um procedimento semelhante a um ajuste directo entre a empresa AZINOR e a Direcção de Finanças da Polícia Nacional.
As viaturas em causa, da marca Toyota Land Cruiser, em diferentes versões, incluindo modelos de topo de gama, destinam-se ao patrulhamento policial, bem como ao uso de directores nacionais, comandantes provinciais e delegados da corporação em várias províncias do país.
Apesar das denúncias que têm circulado em meios da corporação sobre o alegado envolvimento do comissário Gomes Baptista Bonda em negócios relacionados com o fornecimento de bens e serviços, o responsável mantém-se em funções. Em finais de 2024, sobreviveu a uma vaga de exonerações promovida pelo Presidente da República, João Lourenço, que levou ao afastamento de outros quadros do sector.
