O que poderá acontecer empresarios e Politicos angolanos Corruptos caso o André Ventura ganha eleições em Portugal?
LISBOA – Uma eventual vitória de André Ventura, na segunda volta das eleições presidenciais em Portugal poderá desencadear uma crise diplomática sem precedentes com Angola. De acordo com fontes próximas do Agita News, o posicionamento contundente do líder do Chega em relação à imigração e as suas críticas severas à elite política angolana colocam em risco décadas de cooperação bilateral.
Críticas Diretas ao Governo do MPLA
André Ventura tem mantido uma postura abertamente crítica em relação à governação do Presidente João Lourenço. O candidato presidencial português já classificou publicamente o homólogo angolano como “ditador”, acusando o regime do MPLA de promover um sistema de corrupção institucionalizada.
O foco das críticas de Ventura reside, sobretudo, no modelo de adjudicação direta de grandes contratos públicos. A lista dos empresários corruptos já está identificada, apurou uma fonte do Agita News em Lisboa, O líder do Chega alega a existência de um esquema de desvio de fundos que beneficia empresas alegadamente ligadas ao círculo presidencial e a figuras próximas do regime, citando grupos como:
- Omatapalo e Carrinho;
- Empresas sob gestão de figuras como Edeltrudes Costa e Oscar Tito Fernandes (Engevias, a Carmon, etc);
- Grupos ligados a Silvestre Tulumba, Agostinho Opaia e a MCA no setor das obras públicas.
Segundo a narrativa defendida por Ventura, a ausência de concursos públicos transparentes tem servido para enriquecer os “amigos do regime” em detrimento do povo angolano.
Imigração e Reações de Inteligência
Outro ponto de fricção reside na política migratória. Ventura tem defendido restrições mais severas à entrada de cidadãos da CPLP, com especial enfoque na comunidade angolana em Portugal, o que tem causado desconforto nas esferas de poder em Luanda.
Informações obtidas pelo Agita News indicam que a popularidade de Ventura entre os portugueses residentes em Angola e a comunidade na diáspora está a ser acompanhada de perto pelos serviços de inteligência. Os resultados eleitorais e as projeções de crescimento do Chega terão causado particular apreensão ao General Garcia Miala, chefe do SINSE (Serviço de Inteligência e Segurança de Estado), que monitoriza o impacto destas movimentações na estabilidade das relações estratégicas entre os dois países.
O Sentimento dos Portugueses
Apesar do clima de tensão institucional, nota-se um fenómeno crescente de apoio à figura de Ventura entre muitos portugueses a residir em Luanda e Lisboa, que veem no candidato uma oportunidade de romper com o status quo político que dominou as relações luso-angolanas nas últimas décadas.
A possibilidade de uma presidência alinhada com estas críticas poderá forçar uma reestruturação profunda nos acordos económicos e diplomáticos, especialmente se Portugal decidir endurecer o discurso contra a corrupção transnacional e rever as políticas de vistos.
