Guerra interna, intrigas e ajuste de contas no topo da Comunicação Social do Estado.
Fonte: Agita News
A exoneração de Pedro Neto do cargo de Presidente do Conselho de Administração da Rádio Nacional de Angola (RNA) não foi um simples acto administrativo. Foi um corte político, resultado de uma guerra silenciosa travada nos bastidores do poder.
Segundo informações apuradas pelo Agita News, Pedro Neto caiu em desgraça após ser associado a manobras internas destinadas a enfraquecer politicamente o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Augusto. O que estava em causa não era gestão era poder, controlo e influência.
JOGO DUPLO E QUEBRA DE CONFIANÇA
Fontes próximas do processo afirmam que o ex-PCA da RNA terá participado, directa ou indirectamente, na circulação de informações internas, construção de narrativas e contactos paralelos com objectivos claros: criar desgaste político ao ministro e abrir espaço para reposicionamentos internos.
No topo do Executivo, isso foi lido como traição institucional. A confiança que sustentava a permanência de Pedro Neto no cargo terá ruído por completo e, no poder, quando a confiança acaba, o cargo acaba junto.
RÁDIO NACIONAL NO MEIO DO FOGO CRUZADO
A Rádio Nacional de Angola volta assim a ser usada como campo de batalha política, onde dirigentes caem não por falhas técnicas, mas por conflitos de bastidores. Trabalhadores da instituição manifestam preocupação com a instabilidade constante e com o uso da rádio pública como extensão de lutas internas do regime.
Analistas são claros:
a Comunicação Social do Estado continua a ser tratada como arma política, e não como serviço público.
EXONERAÇÃO PARA “ESTANCAR A CRISE”
Sem explicações oficiais, cresce a convicção de que a exoneração de Pedro Neto serviu para:
• travar uma crise interna,
• reafirmar a autoridade do ministro,
• e enviar um recado claro: quem conspira, cai.
O silêncio das instituições apenas reforça a percepção de que há muito mais por detrás desta saída do que o que é dito em público.
SILÊNCIO QUE FALA ALTO
Até ao momento:
• Pedro Neto não se pronunciou
• o Ministério também não explicou
E quando o poder se cala, o silêncio torna-se revelador.
