O responsável pelo portal Agita News, conhecido como Gangsta, reagiu publicamente após tomar conhecimento de informações que apontam para uma alegada tentativa de identificação e localização do proprietário do site, atribuída a elementos ligados aos serviços de segurança do Estado.
Em mensagem directa, o responsável esclareceu que se encontra fora de Angola, mais concretamente nos Estados Unidos da América, sublinhando que a sua localização não interfere no funcionamento nem na linha editorial do Agita News. A declaração rapidamente ganhou repercussão em círculos políticos e nas redes sociais.
Segundo dados apurados pelo nosso portal, a alegada pressão surge num contexto de crescente escrutínio sobre plataformas de comunicação independentes que têm publicado conteúdos críticos relacionados com governação, denúncias de corrupção e bastidores do poder político e institucional.
Fontes próximas ao processo indicam que o Agita News passou a ser alvo de atenção acrescida devido à natureza sensível de algumas matérias divulgadas recentemente, o que levanta preocupações quanto ao respeito pela liberdade de imprensa, pela proteção dos jornalistas e pelo exercício do jornalismo crítico em Angola.
Até ao momento, não existe qualquer pronunciamento oficial por parte das entidades citadas sobre as alegações. O episódio, no entanto, reacende o debate público sobre os limites da actuação dos serviços de segurança e a necessidade de salvaguardar o direito à livre expressão e à informação.
O responsável pelo Agita News reafirma que o portal continuará activo, independente e fiel à sua linha editorial, reiterando o compromisso com o interesse público, a pluralidade de opiniões e o direito dos cidadãos a uma informação livre e sem condicionamentos.
