A liderança de Joana Tomás, actual Secretária-Geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), está a ser duramente questionada por militantes e quadros intermédios da organização, num clima de descontentamento interno que ganha cada vez mais visibilidade.
Nos bastidores do MPLA e nas estruturas de base da OMA, multiplicam-se críticas relacionadas com alegada falta de liderança efectiva, fraca capacidade de mobilização e distanciamento das preocupações reais das mulheres angolanas, sobretudo nas províncias.
ACUSAÇÕES DE FRAGILIDADE ORGANIZATIVA
Militantes ouvidas pelo Agita News afirmam que, sob a actual direcção, a OMA terá perdido protagonismo político e influência social, deixando de cumprir o papel histórico de organização de massas com forte intervenção comunitária.
“A OMA deixou de ser uma força activa e passou a funcionar apenas como uma estrutura burocrática, sem voz própria”, afirmou uma militante, que pediu anonimato.
As críticas incidem ainda sobre a alegada ausência de uma agenda clara para enfrentar desafios como o desemprego feminino, a pobreza, a exclusão social e a violência baseada no género, temas que, segundo as fontes, deveriam estar no centro da acção da organização.
DESCONTENTAMENTO NAS BASES
Fontes internas referem que o afastamento da direcção nacional em relação às bases provinciais tem contribuído para a perda de dinamismo da OMA, historicamente considerada uma das principais plataformas de mobilização política e social do partido no poder.
Analistas políticos interpretam este desgaste como reflexo de uma crise mais ampla nas organizações de massas do MPLA, marcadas por dificuldades de renovação, liderança e ligação efectiva à sociedade.
SILÊNCIO DA DIRECÇÃO
Até ao momento, Joana Tomás não se pronunciou publicamente sobre as críticas, atitude que, segundo militantes, tem sido interpretada como falta de resposta política a um descontentamento crescente.
A situação levanta uma questão central no seio da organização:
conseguirá a OMA recuperar o seu papel histórico com a actual liderança ou será necessária uma mudança para responder às exigências das mulheres angolanas?
