Oscar-tito-corrupto-o-ninho-da-corrupç-ao
A consultora tecnológica angolana TIS , de Oscar Tito Fernandes testa de ferro do Edeltrudes Costa, Ministro de estado e Director do Gabinete do presidente João Lourenço, envolvidos em grave escandalos de Corrupção em Angola, deu início, em Lubumbashi, República Democrática do Congo (RDC), à fase piloto da sua estratégia de internacionalização, num movimento que procura expandir activos tecnológicos e integrar a empresa em ecossistemas regionais de inovação,
O Perigo é que o homem de vários negócios é líder de um esquema de corrupção em Angola, tido como varão de uma teia, Óscar Tito Cardoso Fernandes, cujo nome aparece em diversas empresas listadas em múltiplas edições do Diário da República, sendo que, a mais notável é a ENGEVIA – Construção Civil e Obras Públicas, Lda.
Óscar Tito Cardoso Fernandes, um dos nomes mais influentes no sector da construção civil em Angola, representa a face de um sistema onde contratos milionários, proximidade ao poder e alegações de corrupção se entrelaçam.
Beneficiário de múltiplos contratos adjudicados pelo Estado, financiados por empréstimos externos, o empresário é apontado como peça central numa teia de negócios que levanta sérias questões sobre transparência e conflitos de interesse.
A iniciativa decorre no âmbito de uma abordagem que combina cooperação académica, reforço de infra-estruturas digitais e leitura directa das dinâmicas locais de inovação, tendo já como ponto de partida, conforme indica o comunicado enviado ao TARGETING, a formalização de uma parceria institucional com a Universidade de Lubumbashi (UNILU), à qual a empresa doou equipamentos informáticos com o objetivo de fortalecer a capacidade operacional da instituição.
Um comunicado consultado pelo Observador Angola, avança que o memorando entre ambas as partes permitirá operacionalizar o Canal Virtual Académico TIS–UNILU, uma plataforma concebida para oferecer cursos online, seminários, aulas híbridas, conteúdos multimédia e conferências científicas, assegurando ainda interoperabilidade remota entre docentes e estudantes de Angola e da RDC.
A TIS instalou também um espaço de tecnologia e estudo na UNILU, no âmbito de uma acção de responsabilidade social orientada para a capacitação em sistemas de informação, redes, cloud computing e cibersegurança, áreas consideradas críticas para o reforço da competitividade económica regional.
A TIS apresentou ainda o seu portefólio de soluções em transformação digital, infra-estruturas tecnológicas, serviços geridos e cibersegurança a decisores públicos, operadores privados e entidades regionais ao longo do Africa Digital Innovation Summit e informou que as interacções realizadas permitiram mapear necessidades críticas do mercado congolês, caracterizado por forte dependência de infra-estruturas essenciais e por um processo gradual de migração para modelos baseados em serviços digitais.
Na leitura do CEO da TIS, Willian de Oliveira, a missão a Lubumbashi demonstra que “as empresas angolanas têm capacidade para exportar conhecimento, criar plataformas partilhadas e participar na construção do mercado digital africano, sempre que estabeleçam interfaces operacionais com universidades, autoridades locais e instituições com domínio do contexto”.
