Movimentação policial levanta suspeitas de intimidação e excesso de zelo institucional
Fonte: Agita News
A presença reiterada de meios das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Polícia Nacional junto a residências ligadas ao general na reforma Manuel Mendes de Carvalho, “PAKA”, está a gerar inquietação e fortes questionamentos na opinião pública.
No passado dia 23 de dezembro, por volta das 12h00, uma carrinha das FAA e outra da Polícia Nacional deslocaram-se à residência do general com o objectivo de o localizar. O visado não se encontrava no local. Já esta terça-feira, dia 30, as mesmas forças voltaram a ser vistas, desta vez rondando a casa de um dos seus filhos, na Centralidade do Kilamba.
Segundo fontes próximas do processo, a movimentação estará ligada a uma notificação telefónica da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pretende ouvir o general no âmbito de um processo relacionado com declarações públicas consideradas ofensivas ao Presidente da República e ao Governo.
PROCURA OU PRESSÃO?
Até ao momento, não há qualquer esclarecimento oficial da PGR ou da Polícia Nacional sobre a natureza exacta das diligências, nem sobre a razão que justifique a presença de forças de segurança em casas de familiares do general.
Juristas ouvidos pelo Agita News são claros: a responsabilidade criminal é individual e não deve, em circunstância alguma, recaír sobre familiares, alertando que este tipo de actuação pode ser interpretado como intimidação indirecta ou excesso de zelo institucional.
REDES SOCIAIS EM EBULIÇÃO
Nas redes sociais, o caso já provoca polémica. Cidadãos questionam os limites da actuação das autoridades, exigem transparência e alertam para os riscos de se normalizarem práticas que confundem diligência legal com pressão política.
Até ao fecho desta edição, o general “PAKA” não se pronunciou publicamente.
