Relatos apontam enfermeiros como autores de maus-tratos a pacientes vulneráveis
Fonte: Agita News
O Hospital Militar Principal está envolto num escândalo grave após denúncias de agressões físicas e maus-tratos a pacientes internados na área de Neurologia, uma das mais sensíveis da unidade hospitalar. O Agita News recebeu relatos que descrevem um ambiente de violência, medo e desumanização no atendimento a doentes em estado crítico.
Segundo informações recolhidas, uma paciente afirma ter sido agredida por uma enfermeira durante o internamento, relatando ainda que presenciou outros doentes a serem tratados com agressividade, mesmo encontrando-se em condição de extrema fragilidade física e psicológica.
PACIENTES VULNERÁVEIS, TRATAMENTO BRUTAL
Os denunciantes sublinham que os pacientes da Neurologia sofrem de patologias graves — como AVC, epilepsia, Alzheimer e outros distúrbios neurológicos — exigindo cuidados especiais, acompanhamento permanente e empatia, o que, segundo os relatos, estaria a ser completamente ignorado por alguns profissionais.
“São pessoas indefesas, muitas sem capacidade de reagir ou denunciar”, afirmou uma fonte ouvida pelo Agita News.
SILÊNCIO DA DIRECÇÃO AGRAVA O CASO
O Agita News tentou contactar a Direcção Central do Hospital Militar Principal, por via telefónica, mas não obteve qualquer resposta até ao fecho desta edição. O silêncio institucional acentua a gravidade das denúncias e levanta dúvidas sobre os mecanismos de fiscalização interna e protecção dos direitos dos pacientes.
EXIGÊNCIA DE INVESTIGAÇÃO URGENTE
Face à gravidade dos relatos, cresce a pressão para que as entidades competentes abram uma investigação rigorosa e independente, de modo a apurar responsabilidades e garantir que, caso os factos se confirmem, os autores sejam exemplarmente responsabilizados.
