Segundo fontes próximas aos órgãos de inspeção financeira, que o Portal Repórter Angola, teve acesso, o filho do PCA da Sonangol, Gianni Martins é suspeito de utilizar a sua influência e proximidade com a cúpula da petrolífera estatal para drenar milhões de dólares destinados a projetos de infraestrutura e desenvolvimento do setor energético.
O “Caminho do Dinheiro”: Do Petróleo ao Relvado
O que mais choca os investigadores não é apenas a magnitude do desvio, mas o destino final de parte considerável dos ativos. O relatório indica que o dinheiro subtraído da Sonangol foi massivamente investido no Sporting Clube de Luanda.
As suspeitas apontam para:
- Financiamento Opaco: Injeções de capital sem origem justificada para a modernização do clube e contratações de luxo.
- Esbanjamento Ostensivo: Gianni Martins tem atraído a atenção das autoridades pelo estilo de vida luxuoso, incluindo a aquisição de imóveis de alto padrão no exterior e viaturas de luxo, tudo alegadamente sustentado pelo erário público.
- Lavagem de Dinheiro: O uso de instituições desportivas como fachada para integrar capitais ilícitos na economia formal.
Reações e Consequências
A notícia caiu como uma bomba nos círculos políticos de Luanda. Grupos da sociedade civil já exigem a demissão imediata do PCA da Sonangol para que as investigações decorram sem interferências. “Não se trata apenas de má gestão; trata-se de um assalto aos recursos que deveriam servir o povo angolano para alimentar o ego e os hobbies de uma elite privilegiada”, afirmou um analista económico local.
Até ao momento, nem Gianni Martins nem a direção da Sonangol emitiram um comunicado oficial sobre as graves acusações. O Sporting de Luanda também se mantém em silêncio, embora documentos internos estejam a ser auditados por peritos criminais.
