O promotor de eventos angolano Henrique Miguel, conhecido por “Riquinho”, anunciou o adiamento do seu festival internacional para o próximo dia 29 de Dezembro.
Segundo o próprio, a decisão deve-se a alegados constrangimentos administrativos relacionados com a validação de um processo financeiro.
Em declarações, Riquinho afirmou que o adiamento ocorreu devido à não assinatura de um documento por parte do Ministério da Juventude e Desportos, liderado por Rui Falcão Pinto de Andrade. De acordo com o promotor, Inspeccão Geral da Administração do Estado (IGAE) já teria validado o processo, faltando apenas a formalização ministerial, o que, no seu entender, inviabilizou a realização do evento na data inicialmente prevista.
Fontes do sector do entretenimento recordam que não é a primeira vez que eventos promovidos por Henrique Miguel são adiados. Em ocasiões anteriores, o promotor atribuiu os cancelamentos a alegados boicotes institucionais ou a desentendimentos com artistas, o que tem gerado polémica no meio cultural.
Henrique Miguel já foi considerado, em determinado período, um dos promotores de eventos mais influentes do continente africano. No entanto, a sua trajectória também ficou marcada por controvérsias judiciais. Em 2015, foi condenado pelo Tribunal Provincial de Luanda a quatro anos de prisão efectiva pelos crimes de abuso de confiança e burla, relacionados com a apropriação indevida de cerca de 650 mil dólares norte-americanos, pertencentes ao seu então sócio Walter Daniel, no âmbito da venda de acções do jornal Continente.
Até ao momento, não houve reacção oficial do Ministério da Juventude e Desportos sobre as acusações feitas pelo promotor relativamente ao adiamento do festival.
