Movimentos da sociedade civil começam a organizar uma manifestação pública em solidariedade ao General Higino Lopes Carneiro, numa altura em que o antigo governante tem enfrentado crescente pressão política e judicial desde que tornou pública a intenção de disputar a liderança máxima do partido.
Nos últimos dias, o anúncio da Procuradoria-Geral da República, envolvendo o seu nome como arguido em dois processos-crime, reacendeu especulações e alimentou a percepção de que o general estaria a ser alvo de uma ofensiva interna.
TELEFONES SOB VIGILÂNCIA E DESLOCAÇÕES MONITORADAS?
Fontes próximas do círculo de apoio ao General Higino Carneiro relatam que vários colaboradores estariam sob monitorização apertada, incluindo vigilância de contactos telefónicos e acompanhamento das suas deslocações dentro e fora de Angola.
Segundo essas mesmas fontes, o objectivo seria mapear quem compõe o núcleo político que o acompanha nesta nova etapa da sua vida partidária.
PROCESSOS QUE LEVANTAM SUSPEITAS
De acordo com versões que circulam entre activistas e quadros descontentes, os processos que recaem agora sobre o general seriam interpretados como mecanismos de pressão para o levar a recuar da intenção de concorrer à liderança do partido no próximo congresso.
Embora nada disso tenha sido oficialmente confirmado pelas autoridades judiciais ou partidárias, muitos consideram que o timing dos acontecimentos “fala por si”.
